Escritos de Edison Gil

"Eu contemplei Miranda, a indecifrável lua fascinante!"

Emprimatur

20/11/09

Censura




Sir Edison Gil

Hoje eu não digo:
Censura, eu sou teu
Porque nas tuas mãos
Eu não sou eu...
Que adianta eu ser teu
Se as minhas idéias
Contigo não rendeu
Se no disfarce que ocorreu
A minha vida se perdeu
Hoje eu prefiro ser só meu
Eu quebrei a estrutura
Sem força...
Mas com bravura
Hoje eu ando na rua
Ao lado da loucura
E vejo gente burra
Promovendo a censura
Ignorando a cura
Por um triz...
Do portão da aventura

26/10/09

Hoje

Foto: Salvador Dali


Sir Edison Gil

Esqueça a mania falha
De dizer aos outros...
Que você perdeu
O sucesso que não achou
Não deve ser entregue aos teus
Batalhas estão por vir
Pequenas derrotas...
Grandes vitórias para seguir
Um engano ontem
Não dá o direito de desistir
Não permita a desilusão do amor
Ou colocar-te reto ao horror
Pra cada dia um novo sol
Um novo calor

23/10/09

Mapa Poético




Sir Edison Gil

Mapa do tesouro da vida
Escrito em papel de pão
Poesia que sara ferida
Que enriquece o coração

Que converte fé retida
Em glorias de emoção
É a jóia prometida
Aos leitores de plantão

Mapa que trás a saída
Escrito em letra de mão
Poema que vira bebida
Que embriaga a nação

Que converte ira metida
Em brados de uma paixão
É a cura mais atrevida
Aos carentes de solução

10/10/09

Desordem Poética




Sir Edison Gil

Se eu pudesse fazer
Como desejo
Eu faria versos
Com que vejo

Transmitira rimas
Num só bocejo
Expulsaria políticos
Num simples sacolejo

Anotaria acrósticos
Em azulejo
Conduziria poesias
Rumo ao lampejo

Pintaria o mar
Enquanto velejo
Eu seria os refrães
Do meu manejo

06/10/09

Rimador Registrado

Foto: Sheila Nogueira

Sir Edison Gil

Ao lado do sol
Calo-me a pensar
Observo o pavor
Pego a caneta
Transformo em doutor
Rimo cura com dor
Eu sou rimador

Rimador registrado
Entre o amor e o pecado

Ao lado da lua
Ponho-me a escrever
Subscrevo o terror
Coloco no alto
Transformo em louvor
Rimo ódio com amor
Eu sou rimador

Rimador registrado
Entre o amor e o pecado

27/09/09

Flores de Lírios

Foto: Rose Nakamura


Sir Edison Gil

Fascina-me as tuas orelhas
O branco e o amarelo
E as sardas vermelhas
Em teu rosto meigo e belo

Fascina-me e me satisfaz
O teu caráter poético
E o teu brado de paz
Em teu silêncio profético

Fascina-me o teu ciúme
Os detalhes em cores
E as palavras com perfume
Em teu ramo de flores

Fascina-me os teus controles
Oh, Lírio!
Jóia dos meus amores

Esse poema é inspirado nessa bela foto - ilustração - tirada pela minha grande e querida amiga Rose Nakumura. Se você quer conhecer um pouco mais desse lindo trabalho que a Rose vem fazendo, clique no link: Fotos Flores.

25/09/09

Mesclado

Foto: Edison Gil


Sir Edison Gil

Eu combinei a censura com a cura
E num estouro...
Descobri que o remédio é a loucura
Acendi a lâmpada para falar...
E quando dei por mim,
Ligou-se a clara luz do meu pensar

Servi na ceia o cérebro de Drácula
Encontrei segredos...
Entre os miolos com a espátula
E na escura densa madrugada,
Incrivelmente eu vi...
Entre as estrelas a cobra alada!

Plantei canção no velho violão
Cuja semente...
Já brotou aqui no chão
Comparei mulheres com o jasmim
Conclui que são perfeitas...
Lindas rainhas dos querubins

Ouvi rock na vitrola do quintal
Desses tipos Blues...
Elvis and Raulzito, (baby) coisa e tal!
Naveguei em canoa de almirante
Contemplei Miranda...
A Indecifrável lua fascinante

Voltei ao passado em caravana
Só pra rever...
A híbrida, ingrata libriana
Montei em dois naquela cela
Cavalguei em círculos...
Em torno da velha viela

Provei o feitiço da chaleira
E compus o Chá de lírio
Haste da minha bandeira
Escrevi o conto do flautista
Mas ser contista...
Não está na minha lista

Avaliei o silencio aqui do mundo
Atirei nas horas...
E fui metralhado num segundo
Adverti que o céu não é azul
Que há vestígios de fumaça
Do norte até o sul

Mostrei que um verso resumido
É pai de um milhão...
Que a senhora dona síntese
É a mãe da minha mão
E que a lucidez envelhecida...
É avó da conclusão

Entendi que o simples tem mais valor
Que os adornos...
Matam a beleza interior
Aprendi que vencer é o inverso
Descobri que eu sou um olho
Dentre tantos (outros) no universo

Apreciei a ave intelectual
Pássaro finório...
Visitante amigo, sábio pardal
Falei sobre o caos que está por vir
Revelei aos leitores...
Que o planeta é letra, basta sorrir

Eu edifiquei a minha historia
Abati os predadores...
E a escassa gloria
Ah, eu enleei tanta memória!
E mesmo assim...
Continuo (firme) próximo a vitoria