Eu combinei a censura com a cura
E num estouro...
Descobri que o remédio é a loucura
Acendi a lâmpada para falar...
E quando dei por mim,
Ligou-se a clara luz do meu pensar
Servi na ceia o cérebro de Drácula
Encontrei segredos...
Entre os miolos com a espátula
E na escura densa madrugada,
Incrivelmente eu vi...
Entre as estrelas a cobra alada!
Plantei canção no velho violão
Cuja semente...
Já brotou aqui no chão
Comparei mulheres com o jasmim
Conclui que são perfeitas...
Lindas rainhas dos querubins
Ouvi rock na vitrola do quintal
Desses tipos Blues...
Elvis and Raulzito, (baby) coisa e tal!
Naveguei em canoa de almirante
Contemplei Miranda...
A Indecifrável lua fascinante
Voltei ao passado em caravana
Só pra rever...
A híbrida, ingrata libriana
Montei em dois naquela cela
Cavalguei em círculos...
Em torno da velha viela
Provei o feitiço da chaleira
E compus o Chá de lírio
Haste da minha bandeira
Escrevi o conto do flautista
Mas ser contista...
Não está na minha lista
Avaliei o silencio aqui do mundo
Atirei nas horas...
E fui metralhado num segundo
Adverti que o céu não é azul
Que há vestígios de fumaça
Do norte até o sul
Mostrei que um verso resumido
É pai de um milhão...
Que a senhora dona síntese
É a mãe da minha mão
E que a lucidez envelhecida...
É avó da conclusão
Entendi que o simples tem mais valor
Que os adornos...
Matam a beleza interior
Aprendi que vencer é o inverso
Descobri que eu sou um olho
Dentre tantos (outros) no universo
Apreciei a ave intelectual
Pássaro finório...
Visitante amigo, sábio pardal
Falei sobre o caos que está por vir
Revelei aos leitores...
Que o planeta é letra, basta sorrir
Eu edifiquei a minha historia
Abati os predadores...
E a escassa gloria
Ah, eu enleei tanta memória!
E mesmo assim...
Continuo (firme) próximo a vitoria